terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mãe agenciava a filha menor em Nova Viçosa

O delegado Samuel Martins Neto, titular da Delegacia de Nova Viçosa, no extremo sul baiano, solicitou à Justiça a prisão preventiva de Sônia Soares Santos, 35, residente no distrito de Posto da Mata, que agenciava a exploração sexual da filha de 11 anos. O crime foi descoberto depois da prisão, em flagrante, do mestre de obras Astor Caldas Malta Filho, 50, natural de Itapetinga, flagrado em sua casa com a filha de Sônia e outra menina de sete anos.

Ao depor na unidade policial, Astor confirmou ao delegado a participação de Sônia no esquema de exploração sexual. Alcoólatra, ela fazia faxina na casa do acusado, em Posto da Mata, e cobrava R$ 50,00 pelo serviço doméstico. Para abusar sexualmente da filha da faxineira, o mestre de obras pagava R$ 10,00. A criança fora levada pela mãe à casa do maníaco cinco vezes, nos últimos 60 dias.
Também ouvida pelo delegado Samuel Martins Neto, a vítima da exploração sexual declarou ter sido presenteada por Astor Caldas, com uma bicicleta, vários brinquedos e bombons. A criança de sete anos, amiga dela, também teria sido abusada pelo mestre de obras, que fez ainda uma terceira vitima - uma menina de 10 anos, irmã da criança de sete, encontrada pela polícia na residência dele, juntamente com a filha de Sônia Soares Santos.

Exames médicos legais realizados nas vitimas confirmam a violência sexual. Astor foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável. O pedido de prisão preventiva da faxineira foi encaminhado ao juiz Eduardo Gil Guerreiro, titular da Vara Criminal e da Infância e Juventude de Nova Viçosa. As crianças foram encaminhadas ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Nova Viçosa.
 
Rio de Janeiro

A polícia apurou que a filha de Sônia Soares Santos é uma das três meninas que foram levadas em 19 de agosto deste ano para o Rio de Janeiro pelo caminhoneiro Luiz José da Silva Filho, 36. Preso em flagrante no bairro carioca de São Cristovão, ele teria conduzido as garotas à força da Bahia para o Rio e tencionava obrigá-las a se prostituir.

As garotas haviam pedido carona ao caminhoneiro em Nova Viçosa, para se deslocarem até uma cidade vizinha, entretanto, ele desviou a rota e as trouxe para o Rio de Janeiro. Ao chegarem em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense Luiz José abusou sexualmente das meninas, sob ameaça de abandoná-las na estrada caso não o obedecessem.

No Rio de Janeiro, o caminhoneiro ofereceu as meninas a amigos para quem telefonava e de quem cobrava R$ 50,00. Ele deixava que os interessados usassem a cabine do caminhão para abusar das meninas. Um transeunte que desconfiou da movimentação dentro da cabine do caminhão, chamou a polícia e Luiz foi preso. Dias após o episódio as meninas retornaram à Bahia, onde a mãe continuou a explorar sexualmente a filha menor.

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